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Queijos finos

No Brasil costuma se chamar de queijos finos os queijos maturados, que são queijos que precisam ficar muitos dias, meses, ou anos em condições de temperatura e umidade específicas para que as bactérias lácteas ou fungos inoculados cresçam e confiram [...]

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No Brasil costuma se chamar de queijos finos os queijos maturados, que são queijos que precisam ficar muitos dias, meses, ou anos em condições de temperatura e umidade específicas para que as bactérias lácteas ou fungos inoculados cresçam e confiram sabor e aroma especiais. 

Confira o áudio:


Durante esse período de maturação, os queijos finos devem ser virados, lavados, raspados, escovados, pintados com azeite, com manteiga, ou com resinas, enfim, dão muito trabalho para fazer, e são normalmente artesanais. Artesanais não no sentido de condições precárias de produção, mas no sentido de precisarem de pessoas para cada etapa. São de difícil industrialização, ou seja, exigem cuidados, longo prazo para sua produção e, por isso, são bem mais caros que os queijos mais frescos, que não tem maturação.

Muitos queijos finos são hoje fabricados no Brasil, mas tem procedência original de outros países. O que fazemos hoje no Brasil são cópias dos queijos feitos em outros países. O Brasil só tem dois queijos com denominação de origem protegida, que é o queijo da canastra e o queijo do serro, ambos feitos em Minas Gerais.
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Outros queijos brasileiros são o queijo do Reino inspirado no edam holandês, o queijo minas frescal, o minas padrão, o prato, o queijo colonial e o queijo de coalho. Parmesão, provolone, mussarela, gorgonzola, roquefort, camembert, brie, gouda, emmental, gruyére, grana padano, manchego, mascapone, são exemplos de queijos que tem origem em outros países, e tem denominação de origem protegida, ou seja, só podem ser fabricados naquela região daquele determinado país, com aquela raça de animal que come as pastagens daquele lugar. Todos os outros queijos parecidos com aqueles, mas feitos em outras regiões do mundo, não podem receber aquele nome. Para serem produzidos no Brasil devem ser agregados da palavra tipo, então o queijo que fazemos no Brasil é tipo roquefort, tipo gouda, tipo gorgonzola, quer dizer, é tipo aquele feito na França, mas não é original.

O aumento do poder aquisitivo do brasileiro tem levado a um maior consumo desses queijos finos, principalmente importados, já que a produção nacional desses queijos é bastante pequena, em parte devido à má qualidade do nosso leite. Para fazer queijos bons é necessário leite de excelente qualidade, mas chegaremos lá.
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Material escrito por:

Vanerli Beloti

Vanerli Beloti

Especialista em Patologia Molecular pela UEL, Mestre em Microbiologia pela UEL, Doutora em Ciência dos Alimentos pela USP e Pós-doutora em Qualidade do Leite pela Universidad de León/ Espanha. Professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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Durante esse período de maturação, os queijos finos devem ser virados, lavados, raspados, escovados, pintados com azeite, com manteiga, ou com resinas, enfim, dão muito trabalho para fazer, e são normalmente artesanais. Artesanais não no sentido de condições precárias de produção, mas no sentido de precisarem de pessoas para cada etapa. São de difícil industrialização, ou seja, exigem cuidados, longo prazo para sua produção e, por isso, são bem mais caros que os queijos mais frescos, que não tem maturação.

Muitos queijos finos são hoje fabricados no Brasil, mas tem procedência original de outros países. O que fazemos hoje no Brasil são cópias dos queijos feitos em outros países. O Brasil só tem dois queijos com denominação de origem protegida, que é o queijo da canastra e o queijo do serro, ambos feitos em Minas Gerais.
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O aumento do poder aquisitivo do brasileiro tem levado a um maior consumo desses queijos finos, principalmente importados, já que a produção nacional desses queijos é bastante pequena, em parte devido à má qualidade do nosso leite. Para fazer queijos bons é necessário leite de excelente qualidade, mas chegaremos lá.
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Vanerli Beloti

Especialista em Patologia Molecular pela UEL, Mestre em Microbiologia pela UEL, Doutora em Ciência dos Alimentos pela USP e Pós-doutora em Qualidade do Leite pela Universidad de León/ Espanha. Professora da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

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