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O Halloween do leite

O Halloween do leite poderia manter as tradições e ser só um dia por ano,mas infelizmente não é bem assim. Entre e confira os "terrores" da produção.

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Publicado em: - Atualizado em: - 4 minutos de leitura

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O Halloween, tradicional Dia das Bruxas de origem britânica e bastante popular nos Estados Unidos, está aí. Comemorado no 31 de outubro, traz bruxas, mortos, monstros, duendes e todo um séquito de seres fantásticos para as ruas em busca de assombrar uns aos outros e conseguir algumas guloseimas.

Quem é produtor de leite vive diariamente um Halloween, enfrentado todo o tipo de criaturas fantasiadas de desafios.

O maior tormento do produtor de leite é o "fantasma" do preço. Este assombra as fazendas há anos, seu combate está fora do alcance do produtor, então, é preciso conviver com o assombro mesmo que ele tire o sono de muitos.

O "lobisomem" da mastite não pega as vacas só em noite de lua cheia. Quando menos se espera ele está atacando um animal e pronto para pegar o rebanho inteiro. A "bala de prata" contra o lobisomem da mastite, está em cuidar bem da sanidade dos animais, ter um bom manejo de ordenha, monitorar constantemente os valores de CCS e CBT do leite, além de outros manejos de controle da fazenda que manterão essa 'criatura' bem longe do rebanho. 

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O "Frankenstein" da reprodução, assim como o personagem, é feito de partes. A reprodução depende de vários pontos, detalhes que podem fazer a prática correr bem, ou não, e certamente ocupa um lugar de destaque nas preocupações do produtor. Acompanhar os índices zootécnicos fazem parte da tarefa diária do produtor para afastar quais 'males' que envolvem a prática. 

O "Ogro" do pré-parto é assustador, porém, não é difícil de combate-lo. Um bom nutricionista pode evitar os tormentos que ele pode trazer e ajuda a afastar os prejuízos que ele pode causar. Acompanhar as necessidades das vacas nesse período é essencial para não sofrer nenhum "susto" com a recuperação no pós-parto e nem ver as doenças chegando para 'assombrar' a vida do produtor depois da parição. 

A "bruxa" da energia elétrica é um problema dos grandes. Cada segundo que a bruxa está presente é um tormento na vida do produtor de leite. Cada vez que ela aparece, a energia some em um e de mágica, e, a cada sumida, é um stress acompanhado de prejuízo e preocupação. O produtor de leite é altamente dependente de energia elétrica, seja para a ordenha, para limpeza dos equipamentos ou para resfriar o leite. Há quem diga que um bom gerador é o suficiente para combater a 'bruxa da energia elétrica', mas esquecem do 'terror' que está o preço do diesel. 

Tem alguns que vem em bandos, como os "vampiros dos impostos". Eles atacam nas escuras, e onde você menos espera, ele está lá, sugando, imbatíveis, não tem como fugir deles. A "mula-sem-cabeça" dos ativistas que criticam o consumo do leite, sempre com argumentos "sem pé nem cabeça", baseados em nada, influenciando de forma errada e fazendo o produtor perder tempo para desmentir eles.

A "múmia" do clima é um desastre por si só. Pode ar anos nas catacumbas, mas quando menos se espera ela ressurge das cinzas, em forma de temporal ou de estiagem. Faz nevar onde nunca nevou, atrasa chuva e prejudica plantio e colheita. A "múmia do clima" é um terror que os produtores não gostam nem de pensar na possibilidade de encontrar. 

O produtor ainda precisa enfrentar o "Morto-vivo" do mercado. Quando o produtor pensa que dominou ele e acha que ele vai alinhar, ele despenca parecendo morto. Quando menos se espera, o mercado volta mais vivo do que nunca, principalmente quando o há previsão de queda de preço, aí o mercado está vivíssimo e a culpa é as variações entre "morto e vivo" que o mercado sofre. 

O "monstro" do custo de produção aterroriza o produtor por onde quer que ele vá. Tudo que aparece de necessidade para a fazenda tem o 'pezinho' dele e, Infelizmente, a cada Halloween, o 'monstro' dos custos parece estar maior e mais assustador. Tem produtor que já cansou de se assustar e fugiu do 'monstro', e acabou deixando a atividade leiteira para traz. Mas os produtores precisam ter coragem e enfrenta-lo. E para combater o "monstro" é necessário reduzir, controlar, pensar em alternativas viáveis e ser resiliente diante desse e outros monstros da produção de leite. 

E, como se não bastasse todas as criaturas anteriores, ainda tem os "demônios" dos laticínios não profissionais para tirar o sono de muito produtor. A falta de ética e de profissionalismo de alguns laticínios que do nada abrem falência, sem pagar os produtores e sem dar justificativa, simplesmente somem, mudam de nome e voltam anos depois para dar o mesmo golpe. 

Que bom seria se o produtor de leite asse esses medo e enfrentasse essas criaturas somente dia 31 de outubro. O Halloween do leite é diário! Haja força, persistência, planejamento e fé para se manter e evoluir em uma atividade tão desafiadora. 

E por aí, quais são os maiores monstros que você, produtor, encara diariamente? Conta pra gente! 

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Material escrito por:

Fabrício Nascimento

Fabrício Nascimento

Produtor de leite em Jóia, Rio Grande do Sul, e palestrante.

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Stephanie Alves Gonsales

Stephanie Alves Gonsales

Zootecnista formada pela Universidade Estadual de Maringá e pós-graduada em Gestão do Agronegócio. Responsável pela Equipe de Conteúdo do MilkPoint.

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O Halloween, tradicional Dia das Bruxas de origem britânica e bastante popular nos Estados Unidos, está aí. Comemorado no 31 de outubro, traz bruxas, mortos, monstros, duendes e todo um séquito de seres fantásticos para as ruas em busca de assombrar uns aos outros e conseguir algumas guloseimas.

Quem é produtor de leite vive diariamente um Halloween, enfrentado todo o tipo de criaturas fantasiadas de desafios.

O maior tormento do produtor de leite é o "fantasma" do preço. Este assombra as fazendas há anos, seu combate está fora do alcance do produtor, então, é preciso conviver com o assombro mesmo que ele tire o sono de muitos.

O "lobisomem" da mastite não pega as vacas só em noite de lua cheia. Quando menos se espera ele está atacando um animal e pronto para pegar o rebanho inteiro. A "bala de prata" contra o lobisomem da mastite, está em cuidar bem da sanidade dos animais, ter um bom manejo de ordenha, monitorar constantemente os valores de CCS e CBT do leite, além de outros manejos de controle da fazenda que manterão essa 'criatura' bem longe do rebanho. 

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O "Frankenstein" da reprodução, assim como o personagem, é feito de partes. A reprodução depende de vários pontos, detalhes que podem fazer a prática correr bem, ou não, e certamente ocupa um lugar de destaque nas preocupações do produtor. Acompanhar os índices zootécnicos fazem parte da tarefa diária do produtor para afastar quais 'males' que envolvem a prática. 

O "Ogro" do pré-parto é assustador, porém, não é difícil de combate-lo. Um bom nutricionista pode evitar os tormentos que ele pode trazer e ajuda a afastar os prejuízos que ele pode causar. Acompanhar as necessidades das vacas nesse período é essencial para não sofrer nenhum "susto" com a recuperação no pós-parto e nem ver as doenças chegando para 'assombrar' a vida do produtor depois da parição. 

A "bruxa" da energia elétrica é um problema dos grandes. Cada segundo que a bruxa está presente é um tormento na vida do produtor de leite. Cada vez que ela aparece, a energia some em um e de mágica, e, a cada sumida, é um stress acompanhado de prejuízo e preocupação. O produtor de leite é altamente dependente de energia elétrica, seja para a ordenha, para limpeza dos equipamentos ou para resfriar o leite. Há quem diga que um bom gerador é o suficiente para combater a 'bruxa da energia elétrica', mas esquecem do 'terror' que está o preço do diesel. 

Tem alguns que vem em bandos, como os "vampiros dos impostos". Eles atacam nas escuras, e onde você menos espera, ele está lá, sugando, imbatíveis, não tem como fugir deles. A "mula-sem-cabeça" dos ativistas que criticam o consumo do leite, sempre com argumentos "sem pé nem cabeça", baseados em nada, influenciando de forma errada e fazendo o produtor perder tempo para desmentir eles.

A "múmia" do clima é um desastre por si só. Pode ar anos nas catacumbas, mas quando menos se espera ela ressurge das cinzas, em forma de temporal ou de estiagem. Faz nevar onde nunca nevou, atrasa chuva e prejudica plantio e colheita. A "múmia do clima" é um terror que os produtores não gostam nem de pensar na possibilidade de encontrar. 

O produtor ainda precisa enfrentar o "Morto-vivo" do mercado. Quando o produtor pensa que dominou ele e acha que ele vai alinhar, ele despenca parecendo morto. Quando menos se espera, o mercado volta mais vivo do que nunca, principalmente quando o há previsão de queda de preço, aí o mercado está vivíssimo e a culpa é as variações entre "morto e vivo" que o mercado sofre. 

O "monstro" do custo de produção aterroriza o produtor por onde quer que ele vá. Tudo que aparece de necessidade para a fazenda tem o 'pezinho' dele e, Infelizmente, a cada Halloween, o 'monstro' dos custos parece estar maior e mais assustador. Tem produtor que já cansou de se assustar e fugiu do 'monstro', e acabou deixando a atividade leiteira para traz. Mas os produtores precisam ter coragem e enfrenta-lo. E para combater o "monstro" é necessário reduzir, controlar, pensar em alternativas viáveis e ser resiliente diante desse e outros monstros da produção de leite. 

E, como se não bastasse todas as criaturas anteriores, ainda tem os "demônios" dos laticínios não profissionais para tirar o sono de muito produtor. A falta de ética e de profissionalismo de alguns laticínios que do nada abrem falência, sem pagar os produtores e sem dar justificativa, simplesmente somem, mudam de nome e voltam anos depois para dar o mesmo golpe. 

Que bom seria se o produtor de leite asse esses medo e enfrentasse essas criaturas somente dia 31 de outubro. O Halloween do leite é diário! Haja força, persistência, planejamento e fé para se manter e evoluir em uma atividade tão desafiadora. 

E por aí, quais são os maiores monstros que você, produtor, encara diariamente? Conta pra gente! 

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Produtor de leite em Jóia, Rio Grande do Sul, e palestrante.

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